terça-feira, 25 de julho de 2017

UM POUCO DE FLY LADY

A ideia de passar um dia inteiro a limpar a casa toda, para depois vê-la no mesmo estado passado pouquíssimo tempo, elouquece-me.

Se por um lado a ideia de ter tudo limpo e arrumado possa parecer boa, por outro sei que é sol de pouca dura, por isso há muito tempo que prefiro dividir as tarefas por vários dias da semana e não stressar muito com o assunto.

Embora tenha sempre um dia mais trabalhoso, nunca passo muito tempo a limpar. Já na organização a coisa muda de figura, pois é-me muito importante sentir que tenho tudo controlado e é aqui que perco mais tempo.

Nesta procura de equilibrio entre o arrumar/limpar e o organizar, cruzei-me com o sistema Fly lady. Que muito sucintamente é um método que visa dividir as tarefas em pequenas tarefas, que são ainda divididas pelos dias, de modo a criar uma rotina para a vida.

Sinceramente ainda não li tudo sobre este método, muito porque muito se diz,  mas o que reti e resolvi aplicar imediatamente foi na identificação de hot spot na nossa casa.

E o que é isto de hot spot?
São pequenos espaços que tendencialmente estão desarrumados e que se forem ignorados acabam por se transformar na acendalha para a desarrumação geral da divisão.

Ora bem, identifiquei três ou quatro espacinhos perigosos cá em casa, mas confesso que tenho outros dois bons candidatos à lista.

O primeiro é a entrada. O nosso objetivo é termos apenas um par de sapatos (para cada um) na entrada e um par de chinelos. Ao entrarmos descalçamos os sapatos e calçamos os chinelos e, ao sairmos, trocamos os chinelos pelos sapatos. O problema é que raramente temos só um par para cada um. Hoje calço uns ténis, mas amanhã já calço umas sandálias e ali deixo os ténis. Se os arrumar assim que decido calçar outra coisa, já não ficam pares e pares de sapatos a criar poluição visual.

Ainda na entrada temos outro problema, pois no móvel onde é suposto estarem apenas os óculos de sol e as chaves, com alguns objetos decorativos, costumam ficar: a minha mala, agora também a bolsinha do Gonçalo, às vezes o tabaco e isqueiro do Bruno, dinheiro, anéis, pulseiras, o Alf a apanhar sol (não tudo de uma vez, só porque o espaço não permite...).

Portanto a entrada é definitivamente uma zona a ter em conta diariamente e, se necessário, mais do que uma vez por dia. Pois se arrumarmos a pequena desarrumação em 2 minutos (que é o que a autora do método sugere) ela não cresce.

A seguir temos dois outros pontos problemáticos, mas no quarto. Um é na cama do Gonçalo, por culpa minha. Não sei porquê mas faço dela cabide, o que atrai muita desarrumação. E o outro ponto é a cómoda, que serve de cabide para o Bruno, e para colocar toda a espécie de coisas que deviam ser arrumadas no seu devido lugar.  Nestes dois locais a desarrumação não costuma ser muita, mas é o suficiente para vparecer que o quarto está caótico.

A verdade é que desde que comecei a ter o cuidado de arrumar a desordem nestes locais, a casa parece mais arrumada e já é natural começar a arrumação diária por estes espaços, o que facilita muito a rotina doméstica.

Conhecem ou usam este sistema?
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2 comentários:

  1. Nunca tinha ouvido falar. Cá em casa também há alguns pontos desses.

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    1. Devem existir em todas as casas, Maria! ;) Bjinho

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