terça-feira, 12 de setembro de 2017

TRABALHAR EM CASA POR CONTA PRÓPRIA

É um tema recorrente na minha vida, já que trabalho em casa há cerca de 6 anos e, já várias vezes recebi pedidos de dicas ou sugestões para trabalhar em casa por conta própria.

Como estamos numa fase de recomeços, achei uma boa altura para partilhar aquilo que considero importante para um negócio próprio.

- PENSAR NAS APTIDÕES E NÃO SÓ NAS PRÓPRIAS NECESSIDADES

A maioria das pessoas que pensa em trabalhar em casa, pensa mais nas necessidades do que nas suas aptidões. Por isso decide-se por um negócio que lhe parece rentável, que está na moda ou que lhe deixa tempo livre. No entanto não pensa se tem conhecimentos para, o que obviamente leva ao fracasso do negócio.

- FAZER UM "PLANO DE NEGÓCIOS"

Para além de pensar nas aptidões, há outras questões que devem ser pensadas. Por exemplo, qual é o público alvo, se é um público acessível ou muito restrito, horário de trabalho, se tem espaço em casa para realizar o trabalho, se consegue fazer sozinho ou se precisa de contratar alguém, o que nos difere de negócios idênticos, se o produto vende o ano inteiro, etc.

- EVITAR MAIS DO MESMO

Embora o nosso negócio possa ser algo que já exista (dificilmente não existirá) tem de existir algo que nos distinga. A qualidade do trabalho, da matéria prima, o atendimento pós-venda, a simpatia, a rapidez de resposta, a assiduidade, a facilidade de pagamento...

- SABER QUEM É O CLIENTE

Ou seja, quem é o publico alvo. Querer agradar a todos é impossível,  portanto há que ter noção das próprias capacidades e dedicar-se ao seu público.

- FAZER PLANEAMENTO FINANCEIRO

É essencial saber quanto se gasta em matéria prima, tempo, logotipos, site, publicidade, etc. Só desta forma é possível cobrar o valor justo pelo trabalho, e não estar a gastar 6 e a receber meia dúzia.

- MANTER PORTA ABERTA PARA CLIENTES QUE ABANDONAM O NEGÓCIO

Por várias razões os clientes podem deixar de ser clientes. Mas é importante manter sempre a porta aberta, pois esses clientes podem voltar. Se a nossa postura for de desagrado e arrogância a porta fecha-se, mas se por outro lado mantivermos a nossa postura e formos sempre cordiais com a pessoa, mais tarde ou mais cedo pode voltar a ser nosso cliente, ou pode recomendar-nos a outras pessoas.

Estes são os aspetos que considero mais importantes, mas existem outros, como continuar a evoluir e a aprender, ter consciência que existe sempre concorrência, portanto temos de dar o nosso melhor e, muito importante, valorizar sempre o nosso trabalho.

Por fim, há ainda uma boa dica que se tem visto muito nas redes socias:

Se o trabalho for bom e barato, não pode ser rápido.
Se for rápido e barato, não pode ser bom.
E se for bom e rápido, não pode ser barato! ;)








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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

NOVO MÊS, NOVA ROTINA

E desta vez é mesmo uma rotina completamente nova, já que temos o nosso filhote bebé a "obrigar-nos" a isso.

Este mês voltamos ao trabalho. Neste momento tudo é novidade. O Gonçalo que vai passar mais tempo com as avós, nós que vamos estar longe dele e toda uma nova rotina para organizar.

Confesso que tenho andado um pouco ansiosa, razão pela qual tenho andado pouco pelo blogue. Quero que tudo corra bem e de forma natural, e como tenho a sorte de trabalhar por minha conta e em casa, acredito que será mais fácil do que se trabalhasse fora e com outro tipo de horário.

Mas de repente é muita coisa para pensar e planear.

O facto de ainda não saber o meu horário e o volume de trabalho que terei (como dou explicações estou dependente dos horários dos miúdos que só saem a meio do mês) não ajuda na parte da organização, mas tendo em conta o que é habitual, sei que terei tardes muito ocupadas e manhãs, pelo menos algumas, livres. É um ponto de partida para me orientar.

Pretendo passar as manhãs com o bebé, preparar o almoço (ele já iniciou a introdução alimentar e o meu marido vem almoçar a casa) e tratar de alguns afazeres domésticos. A questão é que um bebé nem sempre permite rotinas tão certinhas. Sei que muitos dias posso pensar que vou aspirar, por exemplo, e ele vai estar num dia mais irrequieto não me dando hipótese para aspirar nada.

Quando isto acontece agora, não me preocupo muito porque se não faço hoje, faço amanhã ou quando for possível. A trabalhar não será tão simples.

Portanto o que pretendo fazer?

Primeiro as tarefas domésticas terão de ser divididas pela semana e pelos dois, obviamente. Estou a fazer uma lista detalhada, com tudo o que temos de fazer diariamente, e as tarefas pontuais, para que nada nos escapa e para não haver desculpas.

As refeições serão organizadas e pré-preparadas (se for possível) ao sábado, ou domingo, para que durante a semana esta tarefa não nos sobrecarregue. Para isso resultar terei de voltar às ementas semanais, para saber o que comprar e o que fazer na dita tarde de sábado ou de domingo.

Ainda estou a ponderar se faço sopas para congelar para o Gonçalo (a pediatra diz que não há problema) ou se faço uma nova todos os dias. Vou ver como corre a rotina.

Gostava de conseguir deixar tudo limpo e arrumado à noite, para que de manhã pudesse tratar do bebé e aproveitar o tempo com ele, ou até mesmo dormir um pouco, caso a noite tenha sido difícil (neste momento o facto de não dormir uma noite inteira há quase 5 meses, já pesa muito...). Se tivesse de fazer alguma tarefa nesta altura, que não fosse nada demorado. A questão é que depois de jantar já estou ko... e mesmo com o meu marido a ajudar,  muitas vezes já não tenho forças nem neurónios para grande coisa.

Ainda tenho cerca de duas semanas de estágio, digamos assim. Posso fazer experiências para ver como será melhor, para depois entrar mesmo no ritmo de mais um ano de trabalho. Com organização tudo há-de correr bem.

Depois de nos organizarmos e da rotina estar estabelecida, espero conseguir voltar à pratica de yoga, por agora não tem sido fácil. Mas as minhas costas já estão a pedir um fortalecimento!

Dito isto, às vezes escrever ajuda-me a visualizar o melhor caminho, desta vez, continuo um pouco ansiosa! :)

Aceito sugestões e dicas de mães experientes e bem organizadas! ;)
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

BANHO DE BRILHO EM CASA

Depois de estar 8 meses sem pintar o cabelo, quando decidi voltar a pinta-lo, decidi também que só usaria tintas sem amoníaco e que ia evitar pintar o cabelo todos os meses.

Assim tem sido, tanto que pintei em fevereiro e junho e não voltei a fazê-lo.

Mas agora estava já a precisar de cor, pois estava muito esbatida, sem brilho, e o brancos já espreitavam muito. Como quero cortar o cabelo, não me apetecia pinta-lo antes do corte, por isso resolvi dar um banho de cor/brilho em casa.

Usei então máscara hidratante para cabelos pintados da Elvive, óleo de amêndoas doces da Auchan, e tinta sem amoníaco da Revlon. Fiz uma mistura com 2 colheres de sopa de máscara e 2 de óleo, com 1 1/2 de tinta e 1 1/2 de revelador de cor (o revelador de cor vem na caixa de tinta para pintar em casa). Tudo muito bem misturadinho e apliquei no cabelo seco. Envolvi a cabeça com folha de alumínio (porque não tenho nenhuma toca) e deixei cerca de 1 hora enquanto fazia outras coisas.

O resultado foi melhor que o esperado (só tenho pena de não ter fotos do antes e depois). O cabelo ficou muito macio, a cor mais colorida, se é que me entendem, e ainda, disfarçou muito bem os brancos. Não é a mesma coisa que pintar, não é tão forte, o resultado também não é o mesmo, mas dá para disfarçar até à próxima pintura!

É uma boa estratégia também para poupar algum dinheiro. Compro a tinta no supermercado e não chega a 7 euros (por acaso comprei-a com 50% de desconto). Como tenho o cabelo curto, uma embalagem dará para 3 ou 4 banhos, dependendo do comprimento que terei na altura e do estado e aspeto do cabelo.

A questão que se coloca é quanto tempo durará este brilho e reanimação de cor.

A ver vamos... ;)
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

AFINAL O QUE É "ESTAR EM FORMA"

Nunca se falou tanto de "estar em forma" como atualmente. Mas numa gravidez ouve-se todo o tipo de opinião sobre a forma da grávida.
Se engorda é porque não devia engordar tanto, se não engorda é porque devia engordar mais.

E quando o bebé nasce? Ui...

Confesso que é um tema que me irrita. A gravidez desenvolve-se em 40 semanas... 40! Não é de um dia para o outro. Então porque é que as pessoas acham que a mãe tem de voltar à sua forma logo que o bebé nasce? Aliás, porque é que as pessoas se preocupam sequer com isso?

Porque são chatas e cuscas.

Há dias, ía a sair de casa com o meu marido e filho, quando se aproxima de nós uma dessas pessoas. Falou, falou (não liguei muito porque a pessoa tem o dom de me irritar), quando se vira para mim e pergunta:

- Então e tu, já 'tas em forma?

Juro que não percebi a pergunta. O quê? Já estou em forma? WTF??? E a minha resposta foi: Estou em forma? Estou, não se nota?

Segundo a criatura estou muito bem, só tenho uma barriguinha, e isto até podia ser um elogio, não sei. Só sei que o tema chateia-me e não percebo porque é que as pessoas insistem em ser desagradáveis. É que por acaso a senhora acha só que tenho barriga, mas se achasse que pareço uma baleia, teria a mesma delicadeza a dizê-lo. Filtro, falta-lhe o filtro!

Pois bem, independentemente de ter barriguinha e uns quilinhos a mais que o normal, estou em forma sim. É que a boa forma, na minha opinião, não se mede só no peso. Considero-me em boa forma porque tenho força, flexibilidade, equilíbrio e resistência. E até podia não ter a barriguinha que tinha aos 3 meses de gravidez e menos 20 quilos e não estar em forma, precisamente por não cumprir os 4 requisitos que referi atrás.

O peso e a barriguinha não são tudo na vida de uma mulher, muito menos na vida de uma mãe. E se as pessoas pensassem antes de falar e cuidassem da sua própria forma, seja lá o que isso significa para elas, não estariam tão preocupadas com a forma das recém mamãs.



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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

COISAS MINHAS SOBRE AMAMENTAR

Esta semana celebra-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno e por isso, estou aqui a partilhar convosco a minha experiência sobre a amamentação.

Sempre quis amamentar, mas nunca tive a expectativa muito alta. Achava que não teria leite, que seria algo muito doloroso e complicado e cheguei a sonhar com isto durante a gravidez.

Passados alguns minutos do Gonçalo nascer, amamentei-o pela primeira vez e tem corrido muito bem, pois continua só com leitinho materno e vai completar 4 meses daqui a uma semana.

Mas vamos às minhas conclusões:

- Amamentar não é tão instantâneo como pensava. Achava que a pega da mama era fácil para o bebé e que num instante ele começava a mamar. Não foi bem assim, mas logo que se apanha o jeito, tudo corre bem.

- Não senti a subida do leite, que dizem ser muito doloroso e desconfortável.

- Nos primeiro dias fiquei com os mamilos feridos, o que era extremamente doloroso, mas assim que comecei a usar a pomada Purelan as melhoras foram quase instantâneas e nunca mais tive esse problema.

- Nos primeiros 2 meses ficava exausta com a amamentação, pois as noites eram iguais aos dias, e cheguei a pensar em dar suplemento ao Gonçalo para ver se ele dormia mais tempo (mamava sempre de 2 em 2 horas). Felizmente a pediatra dele, apesar de dizer que compreendia e sabia o quão difícil era aquela fase, insistiu para que continuasse só com a maminha e assegurou que tudo ía melhorar. Assim foi!

- Amamentar provoca muita sede e fominha. É um gasto energético muito grande.

- Por conselho da minha ginecologista/obstetra tomo um suplemento vitaminico próprio para amamentar, de forma a assegurar o aporte vitaminico ideal tanto para mim como para o bebé. Tomo o Natalben Lactação (tomei o Natalben Supra antes de engravidar e durante a gravidez).

- É um grande alívio ter o alimento do nosso filho sempre pronto. Não há stress com biberões, termos de água, mala cheia para sair de casa, preparar leite a meio da noite... Está sempre pronto, à temperatura ideal e com as vitaminas necessárias para o bebé ser saudável.

- O Gonçalo não gosta de barulho/confusão quando esta a mamar. Não falem com ele, não falem comigo e eu que não fale com ninguém. É um momento só nosso, deve ele pensar. Até eu perceber isto, pensei várias vezes que não tinha leite, pois ele parava de mamar e choramingava.

- Até à data amamentei poucas vezes em público. Mas se no inicio era algo que me deixava desconfortável, hoje só penso que a minha prioridade é o meu filho, se tem fome tem de mamar.

- Apesar do cansaço que dar mama possa provocar, é algo maravilhoso. E gosto mesmo muito de amamentar... ouvir o sonzinho que o Gonçalo faz assim que começa a mamar e ver as suas expressões de contentamento, da-me uma enorme satisfação.
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sábado, 29 de julho de 2017

ESTAREI A DESTRALHAR DEMAIS?

Desde que comecei a destralhar e que percebi os benefícios deste "truque", que fiquei viciada.

Se no inicio não foi um processo fácil,  agora faço-o com muita tranquilidade e espírito livre.

No entanto muitas vezes pergunto-me se não me vou arrepender de dar, por exemplo, determinada peça de roupa. Até à data, foram poucas as coisas que tive vontade de não ter dado, mas já aconteceu.

Por isso quando destralho, não sigo uma das principais "regras" do destralhamento: se não usas há mais de um ano, não voltarás a usar.

Não concordo com esta regra, pois tenho várias peças de roupa que estou algum tempo sem usar, mas que gosto e por isso sei que mais tarde ou mais cedo voltarei a usa-las.

E num destes dias percebi que esta regra não tem mesmo lógica (para mim, claro) e que há coisas que podemos guardar por muitos anos.

A minha sobrinha queria comprar um fato de banho, mas não encontrava um modelo que gostasse. Lembrei-me que tinha fatos de banho e biquínis guardados na minha mãe. Coisas com 18, 19 e 20 anos. A Bá adorou um fato de banho Reebok, que comprei com a sua idade (15 anos) que lhe acentou muito bem e que faz sobressair o seu belo bronze, pois tem cores muito fortes, típicas dos anos 90 e que voltaram a estar na moda.

Cheguei assim à conclusão que há coisas que podem sim ser guardadas. Se estiverem em bom estado e forem de qualidade, como este fato de banho, certamente voltarão a usar-se.

A questão é mesmo o espaço que temos, pois nem sempre nos permite guardar coisas durante 20 anos. E aí voltamos ao mesmo, valerá a pena guardar e abdicar do espaço que temos, ou será melhor desfazermo-nos e esquecermos definitivamente a peça?


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quinta-feira, 27 de julho de 2017

HÁBITOS QUE PERDI E QUE PRETENDO RECUPERAR

Quando se trata de perder maus hábitos, tudo bem. Mas quando perdemos bons hábitos, úteis, que nos fazem bem, o caso muda de figura.

Agora que estou numa fase mais introspectiva, tenho reparado que a correria do dia-a-dia me fez perder muitos bons hábitos. Pretendo recuperá-los, pois de uma forma ou de outra são hábitos saudáveis.

• TER ATENÇÃO ÀS PROMOÇÕES NO SUPERMERCADO

Há muito que não ligo às promoções e acabo por aproveitar só algumas no momento das compras ou acabo mesmo por perder bons negócios. É algo que até pode dar algum trabalho, mas ver os folhetos promocionais e compará-los com a lista de compras, já é uma ajuda para poupar uns trocos.

• FAZER EMENTA SEMANAL

Ter este cuidado permite-me diversificar mais na nossa alimentação. Confesso que às vezes não tenho ideias, outras tenho pouca vontade e tudo isso leva-me a repetir muito os mesmos pratos.

• USAR DETERGENTES E "COSMÉTICOS" FEITOS POR MIM

Sempre gostei de fazer detergentes caseiros e alguns produtos de beleza. Deixei de fazer há pouco tempo, na gravidez, mesmo por uma questão de facilitismo. Mas tenho saudades e acho que são uma ótima forma de poupança, para além de não ficarem nada atrás dos produtos de compra. Para não falar também das questões ecológicas...

• BEBER ÁGUA COM LIMÃO EM JEJUM

Na gravidez não bebia e não voltei a esse hábito. Mas é algo que faz bem, e ajuda-me a ter a pele mais bonita.

• BEBER BATIDOS VERDES

Desde o verão passado que não faço. E são tão simples e saudáveis que devem mesmo voltar às minhas rotinas matinais.

• COMER PAPAS CASEIRAS

Desde que o Gonçalo nasceu que o meu pequeno-almoço é cereais com leite, praticamente diariamente. Opto sempre pelas versões integrais e vou variando, mas tenho saudades de outros sabores e variações. As papas de aveia com fruta e canela são tão boas, tão saudáveis e mais económicas, que não merecem ser esquecidas.

• MEDITAR DIARIAMENTE

Agora com o bebé o dia passa tão rápido e no meio de tanta mamada, mudança de fralda, esqueço-me de meditar, de agradecer, de refletir... pelo menos com a calma e dedicação que considero necessárias.

Para já são estes os hábitos que pretendo recuperar para as minhas rotinas. São pequenas coisas que me fazem sentir bem ora fisicamente, ora psicologicamente ou até financeiramente. Há outros hábitos que quero recuperar, mas vamos com calma, que a pressa é inimiga do sucesso.


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