quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A ALIMENTAÇÃO DO GONÇALO

O Gonçalo foi alimentado em exclusivo com leite materno, até aos 4 meses de idade. Por volta dessa altura (mais ou menos 4 meses e meio) começou a fazer a introdução alimentar sugerida pela sua pediatra.

Começámos então pela tradicional sopa de cenoura, batata e cebola, para depois de três dias introduzirmos um verde, que a cada três dias era alterado. O plano era dar a sopa ao almoço ou jantar, fruta à sobremesa (banana esmagada, maçã ou pêra cruas ou cozidas, mas trituradas) e ao lanche papa sem glutén. Aos 5 meses e meio introduzimos a carne, na verdade era nesta idade, mas só introduzi aos 6 meses. A carne é de frango, perú, vitela, coelho (que ainda não comeu). Aos seis meses, passávamos para a papa com glutén ao lanche intercalada com iogurte natural sem açúcar com bolacha maria triturada. Nas restantes refeições continuava a mamar, ou caso não estivesse comigo, eu tiraria o leite para depois ele beber.

E como tem corrido isto tudo?

Primeiro, devo confessar, não segui as indicações da pediatra à risca, mas guiei-me muito pelo que me recomendou.

A primeira experiência com a sopa não correu muito bem e o Gonçalo depois de algumas colheradas desatou a chorar! Eu podia ter feito um drama, mas não fiz. Foi a primeira experiência, tinhamos muitas oportunidades para que a coisa corresse bem! A seguir, supostamente, deveria ter dado a fruta, mas achei demais. Se ele estava a chorar, qual era a necessidade de continuar com o sofrimento? Optei por deixar a frutinha para o lanche e ver se corria melhor.

Correu muuuuiiito melhor. A fruta era uma bela pêra cozida a vapor e triturada, que dentro da inexperiência do bebé foi rapidamente consumida (mas não toda a dose). Ao jantar resolvi voltar à sopa e tudo correu melhor. Assim sendo, toda a experiência de introdução alimentar tem corrido muito bem.

Voltando à parte de não ter seguido as instruções da pediatra à risca. Relativamente aos alimentos permitidos e proibidos, segui e sigo regionalmente. Não lhe dou nada sem primeiro falar com a pediatra ou com a médica de família. Relativamente à organização das refeições, aí sim tenho alterado e faço como acho melhor, e dependendo da resposta do Gonçalo.

Hoje em dia a sua alimentação é assim:
De manhã mama, ou caso eu esteja a despachar-me o meu marido da-lhe biberão com o suplemento (ah, porque aos 5 meses começou a beber suplemento, porque eu não conseguia trabalhar e tirar leite para ter "stock". E também não gostei da experiência de tirar leite...). Se estiver comigo de manhã, normalmente só mama, ou bebe biberão só uma vez (o meu leite também está a dar as últimas...), almoça sopa, bebe biberão antes da sesta (cerca de duas horas e meia ou três depois de almoço) e depois come a fruta. Ou seja, regra geral, a fruta é o lanche. A papa normalmente come ao jantar e o iogurte só comecei a dar-lhe na semana passada misturado com fruta e não com bolacha maria (não tenciono dar-lhe já a bolacha maria...). Entretanto comecei a alterar a base da sopa (abóbora, curgete e nos verdes só não consome espinafre e ervilhas), e também a variar a fruta (melão, abacate, manga, dióspiro).

Antes de dormir, por volta das 21:30, por enquanto mama (mas não sei se vai durar muito), por volta das 00:30 acorda e volta a mamar e por volta das 3 acorda e dou suplemento e dorme até de manhã.

Até à data, o Gonçalo só não gostou de abacate (confesso que também não eram muito bons), mas misturado com um pouco de outra fruta, já come bem. Todas as sopas, todas as frutas têm sido bem recebidas. Entretanto também comecei a dar-lhe alimentos simples mal esmagados com garfo, por exemplo batata doce assada, e ele come muito bem. O iogurte não é dos seus favoritos, mas apesar da cara feia nas primeiras colheradas, acaba por comer.

Gosto de ler sobre alimentação saudável, e como tal também para o Gonçalo tenho lido muito, tenho ouvido opiniões, etc. Mas como sempre a última palavra é minha, e mesmo que a pediatra me diga que a bolacha maria não faz mal, não vejo também para que faz bem. A não ser para adoçar o iogurte, o que me parece contraditório, pois se o bebé deve comer iogurte natural sem ser açucarado, para que se habitue ao sabor mais simples dos alimentos, então para quê disfarçar esse sabor com uma bolacha super doce?

Já procurei receitas de bolachas caseiras e serão essas as primeiras bolachinhas do Gonçalo. Também aqui tenho o aval da pediatra, que também me disse que podia dar papas caseiras se assim entendesse. Por acaso ainda não dei, mas faz parte dos planos.

Claro que, como sempre, há osacríticas em relação às minhas opções.
A maioria das pessoas sugere-me adoçar o iogurte ou a fruta. "Ah, coitadinho, um bocadinho de açúcar também não faz mal". Ou um comentário de uma amiga que, confesso, deixou-me perplexa: "Abacate? Blhac, coitada da criança."

O meu objetivo é variar na alimentação do meu filho, dar-lhe a provar de tudo um pouco, mas fugindo ao que considero, para já, desnecessário. Tem tempo de comer danoninhos, chocolatinhos e afins. Para já tem muita frutinha e legumes à sua disposição, todos os dias vario o mais possível. Daqui a uns anos ele pode ser "mau garfo", não sei, mas pelo menos sei que fiz o possível para que isso não acontecesse.

Eu sei que ele prefere pêra a maçã, mas não vou deixar de lhe dar maçã por isso. Sei que gosta mais da sopa com batata doce do que com curgete, mas não vou dar-lhe só sopa com batata doce... Sei que prefere a papa ao iogurte, mas continuo a dar-lhe iogurte...

Os gostos educam-se e de pequenino se torce o pepino! ;)
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

ACALMAR A MENTE E TER MAIS FOCO

Há dias a minha sobrinha enviou-me sms para saber como estava e respondi-lhe que estava ansiosa e cansada. E como tantas vezes me acontece, só depois de escrever é que percebi que não era uma coisa daquele dia, mas sim de há muitos, muitos dias.

Por norma sou uma pessoa focada, com muita facilidade em concentrar-me. Efeitos do yoga, coisas que tenho aprendido a trabalhar e a valorizar. Mas de há uns tempos para cá que me sinto uma barata tonta. Faço 500 coisas ao mesmo tempo, acabando por não terminar convenientemente nada, estou sempre a pensar no que ainda há-de vir, nos ses, se acontece isto, se acontece aquilo... ninguém merece!!! As noites não ajudam, umas porque o Gonçalo acorda várias vezes, e mesmo quando ele dorme bem e acorda uma ou duas vezes, eu não descanso. Acordo muitas vezes, demoro algum tempo a adormecer, tenho pesadelos... enfim, tem sido um stress! E tenho a cabeça sempre a mil, a pensar em tudo ao mesmo tempo, começo nas inequações e de repente já estou a pensar no almoço de amanhã e nas compras do fim-de-semana. Ou seja, não me foco. A minha mente está muito dispersa, preocupo-me com muita coisa ao mesmo tempo, e muitas vezes com coisas que nem dependem de mim. E depois de ter chegado a estas conclusões, delineei um plano. Isto não é novidade para mim, já tive fases destas, portanto sei o que resulta.

MEDITAR - Coisa que tenho feito pouco. Não é preciso muito tempo de meditação para os resultados fazerem-se notar, mas é preciso regularidade. Mais vale pouco diariamente do que muito uma vez por semana. Gosto de meditar à noite, já na cama, mesmo antes de dormir.

PRATICAR UM POUCO DE YOGA DIARIAMENTE  - Mais uma vez tenho praticado pouco, quase nada, para ser sincera. Mas quero voltar à pratica diária e como sei que não vou conseguir dedicar-me muito tempo, estabeleci 5 minutos por dia. Pode parecer pouco, mas é o suficiente para fazer várias saudações ao sol, ou para praticar posturas que me ajudem a enraizar, que é o que preciso neste momento.

PRATICAR YOGA NIDRA  - Yoga nidra é um relaxamento profundo. A mente quase que adormece, mas não chega a adormecer (e o objetivo é não adormecer) mas ficamos num estado tal de relaxamento que parece que levitamos de tão leves que ficamos. No final a sensação é de muita leveza e parece mesmo que dormimos umas horinhas. É muito bom, acreditem! E agora que o meu baby nem sempre me deixa dormir, se conseguir uma vez por semana experimentar este relaxamento profundo, acredito que ficarei mais concentrada e de pés assentes na terra.

TER MAIS ATENÇÃO À ALIMENTAÇÃO E BEBER MAIS ÁGUA - Não que ache que me alimento mal, mas tenho sentido que ao longo do dia vou ficando inchada e chego à noite desconfortável. Isso deve-se, definitivamente, à alimentação mais desiquilibrada, ao comer à pressa, à pouca ingestão de água, etc.

COMER MAIS COMIDA NATURAL - Tenho ingerido menos fruta que o normal, e que o desejável. Há dias em que só consumo uma peça de fruta e isso não pode acontecer. Apostar numa alimentação mais natural, comer mais fruta e legumes, é algo que contribui muito para o nosso bem estar físico e consequentemente para o bem estar psicológico. E existem teorias que mostram que uma alimentação equilibrada ajuda a uma mente mais estável.

BEBER MENOS CAFÉ - Durante a gravidez bebia apenas um café por dia e não sentia necessidade de mais. Quando o Gonçalo nasceu passei a beber dois, mas tinha permissão da pediatra para beber no máximo 3 por dia. Hoje bebo mais, não todos os dias, mas há dias que sinto mesmo que estou a exagerar. E tudo o que é de mais é prejudicial. Claro que numa altura em que estou mais agitada, o café só irá contribuir para mais agitação.

ESCREVER NO DIÁRIO DA GRATIDÃO - Sinto falta de pôr as coisas no papel. E muitas vezes na correria nem temos tempo de agradecer, ou de pensar nas coisas boas da nossa vida. O diário da gratidão permite-nos refletir sobre os aspetos em que nos sentimos gratos e gratidão gera gratidão, o que gera pensamento positivo e por sua vez gera coisas boas!

RENOVAR AS ENERGIAS CÁ DE CASA - Como sabem trabalho em casa, como tal entra cá em casa muita gente, muita energia. E ultimamente tenho sentido o ambiente pesado. Não sei até que ponto está relacionado com as pessoas que entram e saem diariamente, mas estou convicta que preciso de fazer algo para renovar as energias cá por casa. Posso começar pelo destralhamento, pela limpeza, pelo arejamento, pela organização do espaço... talvez rever um pouco as teorias do feng shui, usar incenso (não sou nada fã de incenso, mas agora vale tudo). Tudo isto são aspetos que influenciam o nosso bem estar, portanto não custa nada dar-lhes alguma atenção.

Acredito que aos poucos a minha concentração volte. Com todos estes cuidados as coisas vão voltar ao normal e daqui a um tempinho já me sentirei melhor. Tudo a seu tempo.

Talvez fale sobre os desenvolvimentos nos próximos posts ou até deixe algumas dicas. Quem quer?

Deixo-vos os links de alguns posts relacionados com estes assuntos, para o caso de terem interesse. ;)

https://areceitamagica.blogspot.pt/2014/04/yoga-nidra.html

https://areceitamagica.blogspot.pt/2015/12/yoga-nidra.html

https://areceitamagica.blogspot.pt/2015/10/diario-da-gratidao.html

https://areceitamagica.blogspot.pt/2015/11/meditacao-beneficios-e-primeiros-passos.html

https://areceitamagica.blogspot.pt/2015/09/nao-sofrer-por-antecipacao.html






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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

COMO VAI A ORGANIZAÇÃO DE REFEIÇÕES

Finalmente parece que estou a conseguir organizar as refeições. Ainda não estou no nível que gostava, mas já estou bastante confortável.

Fiz as compras no sábado à tarde e no domingo de manhã adiantei algumas coisas e terminei outras à tarde.

Antes de fazer as compras organizei mentalmente o que tinha em casa, pensando logo nas refeições que podia fazer com essa comida e depois foi só comprar o restante. Não fiz lista, pois fui a um supermercado onde prefiro decidir na altura, consoante o que têm disponível, principalmente a nível de carne.

Portanto, no congelador tinha uma posta de perca, delicias do mar e alguns camarões, que servirão para uma massinha de perca. Tinha 8 de bifes de peru, que devia ter separado antes de congelar e não fiz, que serão para panar, pois mesmo que sobrem comem-se bem frios. Pelo menos nós gostamos. Temos também rissóis para as emergências e ervilhas estufadas que sobraram de uma refeição (e serão reaproveitadas no almoço de segunda), para além de brócolos, ervilhas e couve flor.

Assim comprei, choco limpo congelado para uma feijoada. Vitela para estufar, peitos de frango, bifanas de porco e ainda vitela para as sopinhas do meu baby Gonçalo!

A carne que comprei servirá para 2 refeições cada (à exceção da carne para a sopinha do Gonçalo que servirá para várias sopas). Além da carne, comprei cenouras, agrião, alho francês, abóbora, tomates, batatas doces e pêras. Ainda trouxe tânjaras (ou tanjas, ou tângeras, dependendo da zona do país) da casa dos meus pais e melão da casa dos meus sogros.

No domingo fiz sopa com um resto de grão cozido e couve coração tinha no frigorífico, e com legumes que comprei, claro. Esta sopa será para duas refeições e depois farei outra. Piquei 4 cebolas e alguns dentes de alho na minha bimby (que é uma simples picadora), e guardei numa caixa no frigorífico, adiantando já todos os cozinhados onde os uso (e são basicamente todos). Temperei também a carne para o almoço e jantar de segunda (vitela e bifanas) e guardei em caixas no frigorífico.

Desta forma ficaram as refeições de segunda e o jantar de domingo orientados. Terça prepararei a feijoada de choco para o almoço e na mesma altura farei também uma sopa de agrião, que será consumida em dois jantares.

Como o Gonçalo não vai estar comigo nessa altura, fica tempo para ir preparando outros alimentos para futuras refeições. Para isso basta-me deixar alguns a descongelar na segunda à noite e tempera-los na terça.

Estes pequenos avanços são uma grande ajuda para o dia-a--dia. Como aproveito a sesta, ou pequenas sestas, do bebé para estas tarefas, sinto que é um esforço que rende muito, pois a seguir estou mais disponível para estar com ele sem o stress de ter de preparar as montes de coisas.

O final do dia costuma ser atribulado, com o banho do bebé e a hora que o vamos buscar, não sobra muita paciência para preparações de jantares, principalmente se quisermos jantar a horas decentes e tendo em conta que o sono do Gonçalo chega cedo, há que despachar tudo o mais rápido possível.

E vocês, como organizam as refeições? É tudo na altura ou vão adiantando o mais possível?
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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

NÃO AO DESPERDÍCIO

Este mês assinala-se o mês da poupança.

E poupança é um assunto extenso que pode ser dividido em vários aspetos.

Pois bem, para mim, a poupança passa muito pelo desperdício, ou melhor, por formas de o evitar. E ao evitarmos o desperdício também a vários níveis, para além de pouparmos dinheiro, por exemplo, poupamos também o ambiente. E este assunto do ambiente passa ainda despercebido a muita gente, mas é algo que teremos de alterar como sociedade. Afinal de contas, este ano já utilizámos todos os recursos que tinhamos disponíveis para 2017, ou seja, estamos a utilizar já os do ano que vem, o que significa que por este caminho, chegaremos a um ponto sem recursos... isto é preocupante, não acham?

Se todos fizermos o pouco que está ao nosso alcance, com pequenas alterações no dia-a-dia, conseguimos amenizar o problema. E se parece algo muito abstrato, basta pensar no mundo que queremos "dar" aos nossos filhos. Em que mundo queremos que vivam? E os nossos netos? E os nossos bisnetos?

Evitando o desperdício, estamos portanto a poupar muitos recursos!

Deixo-vos um pouco do que faço para evitar o desperdício na minha vida.

Desperdício de comida:
Há quem não goste de ter restos de comida e prefere jogar fora... enfim, são opções. Para se evitar esta atitude, das duas uma, ou cozinhamos à conta para não sobrar, ou caso sobre, reaproveita-se. Às vezes as sobras podem servir de refeição, mas outras vezes podem servir para uma nova receita. Sobras de carne podem ser reaproveitadas para quiches, empadões, pasteis. Tal como as sobras de peixe, legumes, charcutaria... Sobras de esparguete podem ser usadas numa tortilha, onde o esparguete substitui a batata... Legumes murchos podem ser usados num creme de legumes. Fruta muito madura pode ser usada em bolos, geleias, purés, pudins... E podia escrever um post sobre este assunto, não acham?

Desperdício de água:
Atravessamos uma época de seca extrema, e quer queiramos quer não, a água é-nos essencial, mas não é inesgotável. Há zonas no mundo sem acesso a água potável, se nós temos acesso, vamos dar graças a Deus por isso, mas com atenção ao desperdício. É preciso tomar banho ou lavar os dentes com a água sempre a correr? Podemos aproveitar a água que corre fria enquanto esperamos pela água quente para o banho? Podemos regar as plantas com a água onde lavámos os legumes da sopa? Ou podemos utilizar esta água para passar a loiça por água antes de a colocarmos na máquina?

Desperdício de produtos de limpeza ou de beleza:
Quantas vezes jogamos fora embalagens de champôs (ou detergente de loiça ou roupa, amaciador, creme de corpo, etc.) com um restinho de produto? Sou daquelas pessoas que volta a embalagem ao contrário e usa até ao fim. E quantas vezes parece que não tem nada e só o facto de estar uns minutos de "cabeça para baixo" ainda dá para duas ou três utilizações? E a pasta de dentes? Bem espremida parece que nunca mais acaba.

Desperdício de roupa:
Desde que soube da campanha da H&M, onde se trocam sacos de roupa usável, velha, rota, encardida, feia, do século passado e tudo o que possam lembrar-se, por talões de 5€ que podem ser descontados em compras de 30€, deixei de jogar qualquer trapinho que fosse fora. A intenção é reduzir o impacto ambiental reutilizando e reciclando fibras têxteis. Comprar apenas o que preciso também tem feito parte dos meus hábitos. Cheguei a um ponto de não ver necessidade de ter 3 malas pretas, ou 6 pares de jeans idênticos, ou qualquer coisa do género. E faço o mesmo com o Gonçalo, não compro 500 peças de roupa para depois não lhes dar uso. Tem pouca coisa e usa tudo.
Ah, e os talões quando não são usados por mim, ofereço à sobrinha, à mãe, à amiga... nada se desperdiça.

Desperdício de energia elétrica:
Luzes acesas sem ninguém na divisão, televisão a trabalhar para o boneco, carregadores de telemóvel ligados sem o telemóvel... são cuidados básicos que fazem a diferença. Depois há também a questão de passar a roupa a ferro. Será necessário passar tudo, tudo, tudo?

E ainda temos o desperdício da nossa própria energia, seja ela física ou psicológica. Desperdiçar energia com tarefas desnecessárias ou com pessoas tóxicas, são coisas que também podemos evitar. Pode não ter relação direta com a poupança de dinheiro ou com o cuidado com o ambiente, mas se calhar melhora a nossa vida e acaba por estar tudo interligado.

Temos também o desperdício de matéria prima, por exemplo vidro. Devemos de reciclar o que não usamos, mas também podemos reutilizar. Por exemplo, eu gosto de guardar frascos de pickles, maionese, etc, para compotas, ou para guardar sementes de chia, de abóbora, ou frutos secos. Assim não preciso de comprar frascos de propósito para estes fins.

E fico com a sensação que tinha muito mais para escrever sobre desperdício, ou como evita-lo, mas penso que falei do essencial.

Concordam que evitar o desperdício é uma forma de poupar dinheiro e o ambiente? O que fazem nesse sentido?


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

NÃO É FÁCIL, MAS ESTÁ MELHOR DO QUE IMAGINEI

Há dias escrevi sobre a minha preocupação de voltar ao trabalho e da mudança de rotinas agora que temos um bebé.

Posso dizer que não tem sido fácil, mas também não tem sido tão mau como imaginei. Talvez, neste caso, tenha compensado dramatizar um pouco, porque preparei-me para os piores cenários e consegui solucionar logo uma serie de problemas antes mesmo deles surgirem. Por outro lado, pensar que tudo tem solução, que o importante é o nosso bem-estar, principalmente do nosso príncipe, e que a casa não vai abaixo se estiver desarrumada de vez em quando, também ajudou, ou ajuda, bastante.

Primeiro decidi que não vou aceitar mais trabalho para as manhãs. Tenho duas manhãs ocupadas com explicandos que vêm do ano passado, e pronto. Percebi que o dinheiro que poderia ganhar não me ia enriquecer e que é muito mais importante para mim ter esse tempinho para estar com o Gonçalo. Só o facto de ter decidido isto, tirou-me um peso de cima, por incrível que pareça.

Outra das minhas preocupações eram as refeições, já que tanto eu como o meu marido, almoçamos e jantamos todos os dias em casa. E toda a gente sabe que organizar as refeições de uma família pode ser algo muito stressante. O que fazer? O que é rápido? O que é saudável? O que nos apetece? O que temos disponível em casa?
O meu objetivo é organizar as refeições todas no fim-de-semana. Por enquanto ainda não consegui fazê-lo, mas consigo organizar para dois dias e depois destes dois dias, organizo então para outros dois. Mas o que pretendo fazer, é o que a Joana do A economia cá de casa faz. Isso sim deve facilitar muito a semana. Lá chegarei!

Quanto à limpeza da casa e roupa, outras preocupações, as coisas vão sendo feitas conforme vão aparecendo. Tento apanhar e dobrar logo a roupa. A que não passo, arrumo logo e, a que passo rezo para que se passe sozinha... ;) mentira, faço os possíveis para não deixar a pilha crescer muito e vou passando.

A agenda tem sido uma grande amiga, já que lá escrevo tudo o que tenho de fazer, tanto a nível de trabalho, como a nível pessoal. Assim tenho a certeza que não me esqueço e consigo visualizar tudo, podendo dividir as tarefas pelos dias, para não ficar sobrecarregada.

Por fim tem sido muito importante respeitar as horas de sono. Nestes momento deito-me entre as 22 e as 22:30 e levanto-me às 8. Parece muito, não é? Acontece que o meu filhote acorda duas ou três vezes para mamar durante a noite. Já tem acordado às 6 da manhã, fresquinho que nem uma alface, ao contrário da mãe, e sem vontade de voltar a dormir. Também já teve noites de dormir 6 ou 7 horas seguidas. Mas de momento gosta de acordar e mamar um bocadinho! Dito isto, é extremamente importante que eu consiga dormir umas horinhas, mesmo que não sejam seguidas!

Os dias são uma grande correria, mas têm corrido bem e no final a sensação é de cansaço, mas de dever cumprido.

Fica ainda a faltar-me o tempo para arranjar unhas, fazer depilação e coisas relacionadas com beleza... ah, e yoga ou outro desporto. Claro que vou tentando manter-me bonitinha, mas é sempre a correr! ;)
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

TRABALHAR EM CASA POR CONTA PRÓPRIA

É um tema recorrente na minha vida, já que trabalho em casa há cerca de 6 anos e, já várias vezes recebi pedidos de dicas ou sugestões para trabalhar em casa por conta própria.

Como estamos numa fase de recomeços, achei uma boa altura para partilhar aquilo que considero importante para um negócio próprio.

- PENSAR NAS APTIDÕES E NÃO SÓ NAS PRÓPRIAS NECESSIDADES

A maioria das pessoas que pensa em trabalhar em casa, pensa mais nas necessidades do que nas suas aptidões. Por isso decide-se por um negócio que lhe parece rentável, que está na moda ou que lhe deixa tempo livre. No entanto não pensa se tem conhecimentos para, o que obviamente leva ao fracasso do negócio.

- FAZER UM "PLANO DE NEGÓCIOS"

Para além de pensar nas aptidões, há outras questões que devem ser pensadas. Por exemplo, qual é o público alvo, se é um público acessível ou muito restrito, horário de trabalho, se tem espaço em casa para realizar o trabalho, se consegue fazer sozinho ou se precisa de contratar alguém, o que nos difere de negócios idênticos, se o produto vende o ano inteiro, etc.

- EVITAR MAIS DO MESMO

Embora o nosso negócio possa ser algo que já exista (dificilmente não existirá) tem de existir algo que nos distinga. A qualidade do trabalho, da matéria prima, o atendimento pós-venda, a simpatia, a rapidez de resposta, a assiduidade, a facilidade de pagamento...

- SABER QUEM É O CLIENTE

Ou seja, quem é o publico alvo. Querer agradar a todos é impossível,  portanto há que ter noção das próprias capacidades e dedicar-se ao seu público.

- FAZER PLANEAMENTO FINANCEIRO

É essencial saber quanto se gasta em matéria prima, tempo, logotipos, site, publicidade, etc. Só desta forma é possível cobrar o valor justo pelo trabalho, e não estar a gastar 6 e a receber meia dúzia.

- MANTER PORTA ABERTA PARA CLIENTES QUE ABANDONAM O NEGÓCIO

Por várias razões os clientes podem deixar de ser clientes. Mas é importante manter sempre a porta aberta, pois esses clientes podem voltar. Se a nossa postura for de desagrado e arrogância a porta fecha-se, mas se por outro lado mantivermos a nossa postura e formos sempre cordiais com a pessoa, mais tarde ou mais cedo pode voltar a ser nosso cliente, ou pode recomendar-nos a outras pessoas.

Estes são os aspetos que considero mais importantes, mas existem outros, como continuar a evoluir e a aprender, ter consciência que existe sempre concorrência, portanto temos de dar o nosso melhor e, muito importante, valorizar sempre o nosso trabalho.

Por fim, há ainda uma boa dica que se tem visto muito nas redes socias:

Se o trabalho for bom e barato, não pode ser rápido.
Se for rápido e barato, não pode ser bom.
E se for bom e rápido, não pode ser barato! ;)








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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

NOVO MÊS, NOVA ROTINA

E desta vez é mesmo uma rotina completamente nova, já que temos o nosso filhote bebé a "obrigar-nos" a isso.

Este mês voltamos ao trabalho. Neste momento tudo é novidade. O Gonçalo que vai passar mais tempo com as avós, nós que vamos estar longe dele e toda uma nova rotina para organizar.

Confesso que tenho andado um pouco ansiosa, razão pela qual tenho andado pouco pelo blogue. Quero que tudo corra bem e de forma natural, e como tenho a sorte de trabalhar por minha conta e em casa, acredito que será mais fácil do que se trabalhasse fora e com outro tipo de horário.

Mas de repente é muita coisa para pensar e planear.

O facto de ainda não saber o meu horário e o volume de trabalho que terei (como dou explicações estou dependente dos horários dos miúdos que só saem a meio do mês) não ajuda na parte da organização, mas tendo em conta o que é habitual, sei que terei tardes muito ocupadas e manhãs, pelo menos algumas, livres. É um ponto de partida para me orientar.

Pretendo passar as manhãs com o bebé, preparar o almoço (ele já iniciou a introdução alimentar e o meu marido vem almoçar a casa) e tratar de alguns afazeres domésticos. A questão é que um bebé nem sempre permite rotinas tão certinhas. Sei que muitos dias posso pensar que vou aspirar, por exemplo, e ele vai estar num dia mais irrequieto não me dando hipótese para aspirar nada.

Quando isto acontece agora, não me preocupo muito porque se não faço hoje, faço amanhã ou quando for possível. A trabalhar não será tão simples.

Portanto o que pretendo fazer?

Primeiro as tarefas domésticas terão de ser divididas pela semana e pelos dois, obviamente. Estou a fazer uma lista detalhada, com tudo o que temos de fazer diariamente, e as tarefas pontuais, para que nada nos escapa e para não haver desculpas.

As refeições serão organizadas e pré-preparadas (se for possível) ao sábado, ou domingo, para que durante a semana esta tarefa não nos sobrecarregue. Para isso resultar terei de voltar às ementas semanais, para saber o que comprar e o que fazer na dita tarde de sábado ou de domingo.

Ainda estou a ponderar se faço sopas para congelar para o Gonçalo (a pediatra diz que não há problema) ou se faço uma nova todos os dias. Vou ver como corre a rotina.

Gostava de conseguir deixar tudo limpo e arrumado à noite, para que de manhã pudesse tratar do bebé e aproveitar o tempo com ele, ou até mesmo dormir um pouco, caso a noite tenha sido difícil (neste momento o facto de não dormir uma noite inteira há quase 5 meses, já pesa muito...). Se tivesse de fazer alguma tarefa nesta altura, que não fosse nada demorado. A questão é que depois de jantar já estou ko... e mesmo com o meu marido a ajudar,  muitas vezes já não tenho forças nem neurónios para grande coisa.

Ainda tenho cerca de duas semanas de estágio, digamos assim. Posso fazer experiências para ver como será melhor, para depois entrar mesmo no ritmo de mais um ano de trabalho. Com organização tudo há-de correr bem.

Depois de nos organizarmos e da rotina estar estabelecida, espero conseguir voltar à pratica de yoga, por agora não tem sido fácil. Mas as minhas costas já estão a pedir um fortalecimento!

Dito isto, às vezes escrever ajuda-me a visualizar o melhor caminho, desta vez, continuo um pouco ansiosa! :)

Aceito sugestões e dicas de mães experientes e bem organizadas! ;)
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